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Maria João & Mário Laginha no teatro Faialense


Maria João & Mário Laginha mantêm há mais de duas décadas um duo de invulgar cumplicidade, com muitas centenas de concertos efectuados em Portugal e no estrangeiro e vários discos gravados.

“Iridescente”, o mais recente opus do duo, demonstra, uma vez mais, o enorme talento e criatividade de Maria João e Mário Laginha. Resultado de uma encomenda feita pela Fundação Calouste Gulbenkian para um concerto incluído no ciclo Músicas do Mundo, a música de “Iridescente” foi composta propositadamente para um invulgar ensemble: voz, piano, acordeão, harpa e percussão. Maria João assina todas as letras e pela primeira vez estende a sua capacidade criativa à música, - é de sua autoria o tema que dá nome ao álbum -, todos os restantes temas e arranjos são da responsabilidade de Mário Laginha.

A capacidade inovadora do duo proporciona em cada novo disco e nas actuações em palco, momentos de criatividade e emoção. A música que interpretam não se pode rotular, sendo, muito simplesmente, a que gostam de fazer. Nela se encontram a originalidade e as influências sonoras dos países por onde passam para apresentar os seus espectáculos. Juntos gravaram, até agora, mais de uma dezena de discos, todos eles aclamados pela crítica da especialidade.

A carreira de Maria João, tem sido pautada pela participação nos mais conceituados festivais de jazz da Europa e do mundo. Um percurso iniciado na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e que, em poucos anos, extrapolou fronteiras, fazendo de Maria João uma das poucas cantoras portuguesas aclamadas no estrangeiro. Possuidora de um estilo único, tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal notável e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe, não só o reconhecimento internacional, como a figuração na galeria das melhores cantoras da actualidade. Unânimes no aplauso, crítica e público nomearam-na “uma voz levada às últimas consequências”, declarando-a “uma cantora que não pára de evoluir”.
Para além da sua parceria com Mário Laginha, gravou em nome próprio: “Sol”; “João”, disco dedicado ao cancioneiro popular do Brasil; “Amoras e Framboesas” com a Orquestra Jazz de Matosinhos e “Electrodoméstico” e “Minúsculo” com Ogre, o seu mais recente projecto. A nível internacional trabalhou com prestigiados nomes da música, tais como: Aki Takase; Bob Stenson; Christof Lauer; David Linx; Gilberto Gil, Joe Zawinul; Laureen Newton; Lenine; Guinga;  Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Ralph Towner, Manu Katché; Saxofour, Brussels Jazz Orchestra, Fankfurt Big Band,  entre muitos outros.


Para Mário Laginha, fazer música é também um acto de partilha. E tem-no feito com personalidades musicais fortes: Maria João, Bernardo Sassetti, até ao seu desaparecimento, e com Pedro Burmester. Nos três duos é evidente a sua criatividade, uma grande solidez rítmica, uma enorme riqueza harmónica e melódica.
Criou o Trio de Mário Laginha com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão com o qual editou o CD "Espaço", em que relaciona a sua música com o universo da Arquitectura, e “Mongrel” uma irreverente leitura da música de Frédéric Chopin. Em “Terra Seca”, último disco em Trio, explora a sonoridade da Guitarra Portuguesa, instrumento habitualmente utilizado no fado, mas que aqui ocupa um papel de solista, numa linguagem musical completamente inovadora.

Na sua discografia, já extensa, tem ainda trabalhos a solo - o premiado "Canções e Fugas"; em quinteto; em duo com Maria João, com Bernardo Sassetti e  com Pedro Burmester e ainda em trio com estes dois pianistas.
Tem tocado e gravado com músicos excepcionais como Wayne Shorter, Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Tcheka;  André Mehmari, Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi, Julian Argüelles, Helge Andreas Norbakken, Django Bates.
Com enorme versatilidade e domínio da composição, escreveu para diversas formações, como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Orquestra Filarmónica de Hannover, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble Casa da Música, o Drumming - Grupo de Percussão, a Orquestra Nacional do Porto Casa da Música e a Orquestra Sinfónica de Bruxelas. Entre as peças de sua autoria destacam-se música para teatro e cinema, um concerto para piano e orquestra estreado no Festival Internacional de Música do Algarve, e um concerto para clarinete e orquestra, composto para Guimarães Capital da Cultura 2012.


Os bilhetes para o concerto, podem ser adquiridos na bilheteira do Teatro Faialense, de forma individual, ou como integrantes no Pacote do Centenário (Baile + Concerto)

Fonte: Viralagenda


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About Rui Medeiros

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